Penso que de deixar de gostar de alguém é gradual e pode demorar muito tempo.
Por outro lado, penso em amar como um conceito absoluto: ou se ama ou não se ama. Não se pode amar menos ou amar mais, pode-se sim amar de outra maneira, mas ainda dessa forma, ou se ama ou não se ama. E com isto quero dizer que deixar de amar não é, ao contrário do anterior, um processo faseado, mas sim algo intemporal por se prolongar apenas por uma fração de segundo. Num segundo ama-se, no segundo seguinte não se ama. O que não implica que não se goste!
E assim, desde o momento em que se quer, involuntariamente e nunca por decisão própria, deixar de amar alguém, até ao momento em que efetivamente se deixa de o amar, pode passar-se um minuto ou pode passar-se uma vida. Não porque o deixar de amar, por si próprio seja demorado, não é, mas sim porque não temos controlo sobre o instante em que essa passagem irá decorrer.
Por isso, não adianta querer deixar de amar, de nada serve tentar acelerar esse processo, que não se rende à dimensão temporal, e muito menos tentar forçá-lo, narrando emoções quiméricas, à espera de que elas se personifiquem em nós.
A única solução, inútil e imutável e tão inconfortante, é ter paciência ou, para quem consegue, ter esperança, acreditando que irá acontecer antes que o último sopro corra fora dos nossos pulmões.
Ora nem mais! Sim, concordo plenamente contigo! É de facto, uma sensação estranha, o amor. Quando me sinto envolvido por este sentimento tudo se altera, perspetivas, realidade. É uma doença que demora a abandonar-me e, paradoxalmente, demora a regressar. Mas neste momento, eu apenas não quero que ele me deixe, no entanto, preciso de incentivos, preciso de sinais que me façam acreditar de que este é o caminho certo!
ResponderEliminarDesejo-te sorte! De facto, é algo mesmo muito complicado. Mas como costumo dizer: ninguém morre de amores! ;) e vais ver que vai aparecer quem te diga que esse é o caminho certo...ou o errado talvez ;)
ResponderEliminarAssim espero!
ResponderEliminar;)