segunda-feira, 20 de maio de 2013

Doença

Já não te amo.
Não pretendo com isto dizer que não gosto de ti, apenas que não te amo. E quanto menos te amo mais sei que te amei.
Podes pensá-lo como efémero no tempo. Eu penso-o como um caso agudo de uma enfermidade que não mata, mas se vai espalhando em torno do coração, causando dor e caos.  E neste período de convalescênça, que se encontra agora em seu término, fiz a aprendizagem benevolente e reconfortante de que, por vezes, é necessário a priorização da nossa sobrevivência mais instintiva, dos nossos caracteres mais animalescos, em detrimento do nosso pensamento altruísta, que denota a humanidade de cada um, que ignora a desumanidade de cada outro para connosco.

2 comentários:

  1. Como te compreendo! O meu "problema" é não conseguir deixar de amar quem amo!

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  2. tens um texto inteirinho em resposta ao teu comentário. vai ver ;)

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