Se ao menos soubesses a saudade que te reservo, nada mais ousarias fazer até que os nossos braços se reencontrassem e no luto dos meus olhos se reacendesse a luz do sentir.
Fosse eu honesta e te dissesse que hoje, quando te vi entrar, as minhas mãos brotavam água e os meus dedos dançavam desprendidos da minha coordenação, que os tentava deter. Fosse eu capaz de te confessar que os meus olhos negros, brilhantes e tétricos se devem à nostalgia que te tenho e nunca te conto, à saudade em que te guardo e nunca te confesso, ao amor que te dedico na sombra do teu conhecimento, amor que morreu antes de nascer e nunca eu o enterrei.
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